Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Será isto endividamento?!

Conheço uma família monoparental cujo membro familiar está a braços com uma dívida existente relativa à habitação. Até aqui nada de estranho, é o comum da actualidade. As famílias que querem ter abrigo e que, pelo menos, um dos membros trabalha e recebe honorários pelo seu trabalho, podem candidatar-se a habitação porque o Banco ajuda, caso se reúnam as condições essenciais ao contrato.

Voltando ao caso... A dívida desta família, que desmoronou, ficou dividida a meio: 50% para um dos cônjuges e 50% para outro. Acontece que a crise alastra (até nos Bancos) e, então, uma das partes foi chamada ao Banco onde a dívida vai correndo, para entregar alguma documentação que diziam estar em falta. A pessoa foi ciente de que levava a documentação correcta e dirigiu-se ao balcão.

Aí é que algo deu para o torto (ou não), dependendo do que o futuro trará: a pessoa em dívida sabia que as prestações mensais podiam ser mais suaves e tentou saber se, no seu caso, era possível baixar a elevada quantia que, a muito custo, dispensava todos os meses mesmo que faltasse para o agregado familiar o resto do mês. Foi-lhe dito que sim, que era possível rever o "spread" e a taxa Euribor mas que teria que provar que o seu ordenado seria direccionado para a sua conta e que teria de aderir a uma série de cartões (débito, crédito, PPR) de forma a ser cliente de muitos serviços bancários...

Para algumas pessoas isto até seria um oásis... Imaginem a alegria de puder gastar e só dali a tempos ver-lhes descontados os gastos... Mas como é que uma pessoa que já tem dificuldades mensais vai fazer bom uso destes cartões? Como vai conseguir poupar um cêntimo para "amealhar" no cartão leve de PPR (Plano Poupança Reforma)?! Não será mais um trampolim para se endividar?

Resultado: Se vier a reduzir na mensalidade da prestação irá ficar com outro dilema - baixou ali e levantou acolá.

Atenção, senhores governantes e gerentes dos Bancos, não induzam as pessoas em erro e se não conseguem baixar as prestações mensais sejam frontais e não inventem mais dores de cabeça ao "Zé Povinho"! Tenho a certeza que não haverá grande benefício para esta família. O futuro o dirá... E Portugal cada vez se afundará mais.

publicado por Terceirense às 12:10
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Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Dias comemorativos

Não é por acaso que gosto de recorrer ao motor de pesquisa "Google", que hoje até está muito jeitoso, ora vejam:


É para comemorar a chegada da Primavera 2009. Um logótipo criado por Eric Carle.

Mas o que me levou a entrar nesta meta, foi o facto de querer confirmar os dias comemorativos do mês de Março, e fui navegando até chegar a um poiso, digo um blog dos alunos da Turma 12 da Escola Básica de Breia de Cima - Afife, Viana do Castelo - Portugal. Interessante. Isto levou-me a distrair dos dias mundiais porque fiquei com um novo pensamento: Porque é que os alunos das Escolas da Região Autónoma dos Açores não se animam a fazer um blog escolar?! Teriam bastante para contar... Ou será que já há alguns?! É uma questão de pesquisar noutra hora mais calma.

Por agora iriam falar do dia da Primavera; mais tarde os do Verão, Outono e Inverno. Já teriam escrito sobre o Dia da Mulher (avó, mãe, tia, irmã), Dia do Pai (avô, pai, tio, irmão). Depois teriam escritos para tudo quanto é dia porque afinal todos são dias de comemorar a vida. E a vida há que ser bem vivida e devemos deixar algo para que alguém mais tarde nos possa recordar com uma simples frase: hoje comemora-se o dia de... (deixo ao vosso critério o que colocar em vez das reticências).

E viva o começo das tardes grandes
Dos cheiros que a natureza dá
Do calor
Da amizade floral
Dos verdes a levitar de alegria
Dos pássaros entoando os hinos
Em reinados pacíficos.

Olhem a natureza
E cantem a sua beleza!

Enquanto houver dia e noite,
Sol e lua,
Mar e terra,
Deus e Amor
Nada mais que isso
Para se viver o valor
Das pequenas coisas...

Alô Primavera,
A vida te espera!

@Terceirense

publicado por Terceirense às 13:23
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Atenção, muita atenção...

Julgo que grande parte dos pais ou encarregados de educaÇão não estão atentos à bicharada que ataca os cabelos dos filhos ou educandos. Quando isso acontece a epidemia alastra e povoa as cabeÇas que convivem de perto. A forma mais radical de acabar com esse terrivel problema, se o tratamento não o erradica, será, sem sombra de dúvida, recorrerem ao pente zero, no que respeita ao sexo masculino. Mas dado que o problema é grave, não sei se seria de criar a moda para o sexo feminino porque a época nao está para grandes penteados. A Escola da Freguesia da ConceiÇão de Angra do Heroismo tem de ser pioneira nesta tarefa. Tenho a certeza que o problema tinha fim. Ou será que as meninas têm vergonha de dar a saber tal crise cabeluda?! Para mim, vergonha é nada se fazer e os piolhos continuarem a viver. Por favor, faÇa-se alguma coisa, tome-se uma atitude eficaz: cortem o mal pela raiz. E os professores terão conhecimento? Na dúvida, aqui publico o aviso porque os tais bichinhos voaram para a cabeça de alguém...
publicado por Terceirense às 10:30
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Hélio Costa, autor de Danças e de poemas lindos, é notícia actual

"Hélio Costa: O humorista que escrevia poemas de amor", Diário Insular, 15 Fev 2009:

Todos o conhecem como o escritor de bailinhos de Carnaval, mas Hélio Costa lança, a sete de Março, o seu primeiro livro de poemas de amor. Chama-se "Lava de Sentimentos".

A manhã é reservada para as danças e bailinhos. Hélio Costa tem mais de quatrocentos títulos presos, em folhas de papel A4, na parede do escritório da casa das Lajes. Mas a noite, quando o pensamento se torna mais pesado e profundo, é, há perto de três anos e meio, para escrever poemas de amor. Que nunca pensou publicar.

"Comecei a escrever há uns anos, mas nunca com a ideia de que isto pudesse depois dar um livro. Até que vieram umas pessoas amigas cá a casa e começámos a falar de poesia. Acabei por lhes mostrar os poemas que tinha feito e disseram-me que aquilo até dava para ser publicado", conta, escolhendo as palavras devagar, com cuidado.

Mas os poemas acabaram mesmo em livro. Hélio Costa escreve poemas de amor com a mesma energia que guarda para os bailinhos. O livro terá perto de 80 páginas, mas garante que já escreveu perto de uma centena.

"Lava de Sentimentos" é lançado a sete de Março, no Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória, com apresentação de Álamo de Oliveira. Outro lançamento está marcado para o dia 29 do mesmo mês, no Portuguese Center de Lowell, nos Estados Unidos da América.

Nota-se que Hélio Costa guarda algum receio em relação a esse momento. Já não tem nervosismo quando vê subir um bailinho ou uma dança escrita por si a um palco de uma sociedade, porque isso já aconteceu tantas vezes. Os risos e o aplauso do público são esperados. Mas os poemas de amor são outra coisa. "Antes de avançar para a publicação, pedi o apoio da direcção regional da Cultura. Isso foi, por assim dizer, a prova de fogo. Se não conseguisse um parecer positivo, queria dizer que não valia a pena". Os apoios chegaram.

Mas por que começou o escritor de bailinhos a dedicar-se à poesia? "Era uma vontade que tinha dentro de mim, algo que me apeteceu fazer. Quem me conhece sabe que eu gosto de fazer muitas coisas diferentes. O conteúdo do livro não está baseado em factos da minha vida. Há total liberdade e imaginação. Não houve mudança nenhuma. O que houve é que nós, humanos, uns mais do que outros, mas todos, temos sentimentos. Eu, apesar de ter o meu lado humorístico, tenho também os meus sentimentos".

Além disso, a escrita de bailinhos deu uma ajuda no que diz respeito ao aspecto técnico. "Principalmente na facilidade da rima, porque as danças são todas em rima. E, porque não, cada dança tem um tema, e também pode ter havido nesses temas algo que me tenha ajudado neste livro".

Hélio Costa mantém, no entanto, a reserva. O seu livro nasceu das horas vagas e não da vontade de "competir" com qualquer outro poeta. Até porque não lê muita poesia. "O que leio gosto e aprecio a qualidade, mas não leio muita poesia porque falta tempo. Agora, não quero competir com ninguém, nem pensar nisso".

O factor surpresa

O que não encontrará decerto competição é a surpresa que o lançamento de um livro de poesia por Hélio Costa provocará nas pessoas. "Muito pouca gente sabe até agora. E tenho a noção de que será uma grande surpresa", diz. Este factor surpresa também é reconhecido pelo vereador da Cultura da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Paulo Codorniz. "É um formato a que as pessoas não estão habituadas, decerto. Não esperam algo como isto vindo do Hélio Costa. Estão mais habituadas a que ele as faça rir", afirmou a DI.

A esposa e a família sabem dos poemas. Alguns amigos têm conhecimento que escreve mas não que pretende publicar. "A minha mulher e a minha família também me deram apoio. Aliás sempre o fizeram, ao longo da minha vida". A inspiração, diz que não a vai buscar directamente à vida real. Nos seus poemas estão presentes a Lua, o Sol, o Mar. "A quem ler o livro, o que posso dizer é que o que ali está é fruto de dar liberdade à imaginação e sonhar. Sonhar, porque toda a gente sonha, e uma grande parte do livro baseia-se em sonhos... É inspirado também no mar, porque temos o mar à nossa volta, e penso que, para quem escreve, o mar serve como inspiração. Nos meus poemas existem esses elementos: O Mar, o Sol, a Lua", diz.

Mas admite que as pessoas os inspiram, em toda a sua complexidade. "Imaginamos outras pessoas, a sua maneira de estar, a maneira de viver, os sentimentos, embora nós não estejamos dentro delas. É a tal liberdade e imaginação a funcionar".

Resta a Hélio Costa continuar a dividir a manhãs para os bailinhos e as noites para os poemas de amor. Por agora, permanece na mente dos terceirenses como o escritor de danças de Carnaval. "É como disse Álamo de Oliveira, que vai fazer a apresentação. As pessoas vão comprar o livro a pensar que, já nas primeiras três páginas, vão estar a rir. Mas não. Aqui podem ver mais um pouco do meu fundo".

publicado por Terceirense às 11:31
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Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Eh, home! Só visto...

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publicado por Terceirense às 17:13
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Enquanto houver amor, ilha e arte blogarei por toda a parte...

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