Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Álamo Oliveira - O POETA!

Quando se pronuncia Álamo de Oliveira já por si só é um poema. Um poema feito da raiz da perfeição, da excelência e da contemplação.

- Conheço o poeta terceirense, açoriano, mundial, desde a infância. Era vizinho da minha zona. Percorria o mesmo trajecto. Naquele tempo não sabia o valor deste Homem da Poesia. Hoje dou-lhe todo o valor. Eu não tenho sequer uma décima da sua arte. Sou terceirense e isso me conforta a alma.

- E porquê Álamo de Oliveira neste dia?

- Porque hoje é dia do seu aniversário. Queres dia melhor que este para saborear o doce perfume da sua poesia?

- Não sei fazer esse paladar dos deuses. Só ele o pode...

- Tens razão. Só ele pode talhar as palavras como pérolas; só ele pode cultivar o eco dos versos de luar e maresia; só ele pode cuidar da formosura da prosa dos dias tristes e alegres; e...

- E o quê... Continua... Estava a gostar... Mas...

- Mas "Já não gosto de chocolates" e agora apetecia-me um ou dois... Para comemorar...

- Mas ele está longe não é?

- Sim. Disseram-me que está ausente da ilha... Mas voltará em breve. Foi esta amiga que me disse a data do aniversário :)

- Vais dar-lhe os Parabéns?

- Talvez... Sabes, ele conhece-me. Eu conheço-o. Dizemos "Olá" e acenamos cada vez que cruzamos a mesma rua, o mesmo ladrilho. Tenho receio de falar com ele muito tempo...

- Ora, porquê?

- Porque falar com "Deus" sem estarmos preparados é tarefa difícil...
Mando-lhe mensagens com os elogios que ele merece.

- Mas ele é muito simpático e sabes disso.

- Sim é. Mas sinto sempre um medo de dizer as palavras certas na hora errada ou vice-versa. Ele é poeta! E os poetas quando olham, vêem a nossa alma inteira... No seu olhar há oceanos de talento, fogo literário...

- Não digas mais ou então faz-lhe a homenagem que merece...

- Não sei como...

- Diz o que sentes e pronto. Ele aceita o sentir da pessoa amiga.

- O que sinto? Pois... Queria ser como ele... Será pecado este pensamento?

- Acho que não. É um bonito sentimento.

- Se um dia escrevesse um livro gostava que o Álamo fosse o dono do Prefácio. Para ter uma lembrança dele como a que tenho do livro "O meu coração é assim" (antologia) com organização e prefácio de Diniz Borges.

A página 121 tem o que foi publicado no Vento Norte - Supl. Jornal «Diário Insular», 1999, da autoria de Diniz Borges:

"Na poesia, no teatro, na ficção narrativa e até mesmo no ensaio, o nosso poeta apresenta-nos um mundo onde a humanidade poderá revestir-se de dignidade e justiça. Cada texto é composto por um lirismo que eleva o espírito humano. Em cada um dos seus textos existe um grito profundo que penetra os labirintos mais recônditos da nossa existência. Nos cerca de 30 títulos já publicados, e entre a miríade de temas que o autor tem explorado, a emigração e as suas marcas profundas na sociedade e na idiossincrasia açorianas, têm tido relevo especial. É que Álamo Oliveira continua a ser um escritor do seu povo e do seu lugar e, por isso, um escritor de todos os povos e de todos os lugares."

- É. É um poeta universal.

- Não me vou alongar mais. Resta-me desejar-lhe felicidades... Parabéns vizinho! Parabéns Poeta!

- Achas que ele vai ler esta conversa?

- Alguém lerá e lhe dirá. Tenho esperança que as pesquisas ajudem.

- Ah, pois... As pesquisas com a ajuda do SAPO.

- Sim, com a ajuda do maior pesquisador português. Até breve!

- Até breve.
publicado por Terceirense às 22:03
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Álamo de Oliveira - poeta terceirense

“Já não gosto de chocolates” com nova tradução
Livro de Álamo Oliveira traduzido para japonês

O livro “Já não gosto de chocolates” foi editado no Japão. A obra de Álamo Oliveira já tem versões em português e inglês.

O romance "Já não gosto de chocolates", da autoria do escritor terceirense Álamo Oliveira, acaba de ser editado no mercado japonês.
A versão japonesa do romance que aborda aspectos da vivência açoriana nas ilhas e na emigração dos Estados Unidos, foi traduzida por Kiwamu Hamaoka, mestre em Artes e Estudos Luso-Brasileiros da Universidade de Estudos Estrangeiros de Kyoto.
Trata-se de o segundo livro de um autor açoriano que foi traduzido por Kiwamu Hamaoka. Em 2005, foi editado no Japão o livro "Pedras Negras", do escritor picuense Dias de Melo.
O trabalho de tradução do livro do romancista açoriano foi realizado por Kiwamu Hamaoka. Durante cerca de dois anos.
De acordo com Álamo Oliveira, existem boas perspectivas para o sucesso da edição japonesa do seu romance.
"Essa é a convicção do editor que me enviou uma mensagem a propósito do lançamento do livro", referiu.
"Já não gosto chocolates" foi editado no Japão pela filial da editora norte-americano Randam House.
Para além da edição japonesa, o romance conta também com uma versão em inglês, editada nos Estados Unidos em 2006, para além da versão original em português, publicada pela Salamandra, em 1999.
O autor está agora a preparar o seu mais recente romance mais ainda não existe data prevista para o sua edição.

PERFIL DO AUTOR
José Henrique Álamo Oliveira nasceu na freguesia do Raminho, em Maio de 1945.

Com 33 livros de poesia, romance, conto, teatro e ensaio publicados, Álamo Oliveira é uma das mais destacadas figuras da literatura açoriana.
As técnicas de escrita de alguns dos seus livros, como "Pátio da Alfândega, meia-noite", "Já não gosto de chocolates" e "Até hoje - memórias de cão", têm servido de base a trabalhos académicos em universidades dos Estados Unidos e Brasil.
Tem poesia e prosa traduzidas para inglês, francês, espanhol e croata.
Álamo Oliveira tem-se destacado, ainda, pela sua participação em diversas acções de dinamização cultural nos Açores e nas comunidades emigrante dos Estados Unidos, onde se desloca com regularidade para participar em conferências e iniciativas promovidas pelos meios académicos.
É um dos fundadores do Alpendre, o mais antigo grupo de teatro dos Açores, onde já encenou alguns dos seus textos e de dramaturgos nacionais de estrangeiros.

Fonte: Diário Insular OnLine.

publicado por Terceirense às 15:38
link do post | comentar | favorito

Enquanto houver amor, ilha e arte blogarei por toda a parte...

Terceirense

No adro

Álamo Oliveira - O POETA!

Álamo de Oliveira - poeta...

No terreiro

Na varanda

açores(58)

açoriana(4)

açoriano oriental(1)

agradecimento(s)(10)

álamo oliveira(2)

américa(1)

angra do heroísmo(44)

aniversários(2)

assembleia legislativa(1)

azoriana(3)

barack hussein obama(1)

blogosfera(3)

blogues regionais(5)

califórnia(2)

ccd(1)

coelho de sousa(1)

comentários(14)

culinária(1)

curiosidades(18)

desporto(4)

dias comemorativos(17)

do autor(15)

doçaria regional(8)

droap(1)

estatísticas(8)

fagundes duarte(1)

familiares(2)

festa do sol(2)

funcionalidades(3)

hélio costa(1)

hospitais(1)

ilha(62)

joão rocha(1)

jornais(13)

jornais terceira(1)

josé hermano saraiva(1)

luís castro & bassim(1)

luís nunes(4)

mar(8)

monumentos(1)

mortalidade(2)

natal(2)

notícias(32)

poemas(2)

praia da vitória(3)

quadras(4)

regionalidades(34)

roteiro(1)

sanjoaninas 2008(16)

sanjoaninas 2009(2)

sanjoaninas 2011(1)

são carlos(1)

saúde(1)

sentimentos(30)

sidónio bettencourt(1)

sismos(1)

terceira(65)

terra(23)

usa(1)

vitorino nemésio(1)

todas as tags

No balcão

Última hora...

Ao Dr. Domingos Cunha - S...

Poema ao Presidente dos A...

Folclore, Marchas, Vozes,...

Uma carta da Azoriana

A imagem é o mote para li...

O sítio do trovador

Dia dos Açores

O doce do encanto do Divi...

Quadras de improviso

No coreto

Na praça pesquise

 

De passagem

Viva, antes de mais um grande obrigado pelo trabal...
Porque não comentar? Nem que seja para saudar o es...
exelente blog
Olhe, eu descobri o blog hoje e estou a gostar ime...
Gostaria de saber o que não posso perder na ilha t...
Olá gostei muito do seu blog com muitas poesia e c...
Hoje não é o meu dia...A ponte que hoje nos separa...
vamos ter uma rainha muito linda este ano....não h...
Já deixei as Boas Festas no outro lado, mas também...
Olánao sei se fica clara a intençao desta politica...
blogs SAPO

subscrever feeds