Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Eh, home! Só visto...

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publicado por Terceirense às 17:13
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Cem palavras

Há pouco, quando entrei no meu local de trabalho e quis cumprimentar uma pessoa de regresso à casa (até tive um bocadinho de espera para dar as boas-vindas) e tive logo receio de me entranhar na conversa que a rodeava pois atingiu-me o sistema nervoso. Vai uma pessoa uns tempos grandes para casa e quando volta é mirada de cima a baixo, em altura e largura, ao ponto de nos apalparem as curvas mais em destaque e de nos darem uns conselhos medonhos para voltarmos a ter o penar de olhar para o espelho e termos uma coisa que, às vezes, tem o título de depressão. Já nos basta a depressão dos dias cinzentos, das ameaças de chuva, dos gastos exagerados, das despesas malucas, das contas obrigatórias, das casas para manter, dos filhos para comer, da vida para viver acompanhada de imposto daqui e imposto dali, e ainda, por cima, termos de estar sempre como manda o figurino das "top model" que nem sabem o gosto que tem uma batatinha frita, um molho temperado com tudo a gosto, de uma salsicha estendida num pão fofinho, de uma hambúrguer com os acompanhantes que tivermos, etc. Tem logo de vir a ladainha do que devemos ou não devemos fazer, o chamar a atenção para isto e para aquilo de maneira muito suave não vá a gente se escandalizar ou traumatizar. Com mil e seiscentos macacos coloridos de côco: afinal quem é que está na nossa pele - são os outros ou nós? Por acaso algum homem quando vê outro passado algum tempo repara se a barriga cresceu com a cerveja que bebeu? Por acaso alguma criatura que regressa de um período prolongado de ausência repara se a perna está mais larga ou mais fina para ser o tema da primeira conversa do dia?

Pois perante esse tipo de conversa eu dou meia volta aos calcanhares e ponho-me a distrair com música radiofónica, ou coisas afins que são muito mais valiosas que ter uma ou mais roscas no físico. Sou daquele conjunto de pessoas que está em vias de extinção devido a uma propaganda que abunda na actualidade, mas o que fazer? Dietas loucas nuns dias e passados uns meses haver um retrocesso para pior do que estava quando se começou no regime porque sim, porque é o que todos dizem, porque é assim que deve ser, porque há uma mão cheia que nos aponta o dedo por sermos os GORDOS?! E o que acontece a quem tem geneticamente propensão para a largura? Vão-se por na lista para abate? Vão fechar-se num casarão com dimensões adequadas ao tamanho do freguês?

Que diabo é que se passa na cabeça de uma meia dúzia que se vira a atirar bocas a outra meia dúzia?

E pronto, não escrevo mais hoje. Nem sei se foram as cem palavras mas acho que ultrapassou a minha intenção inicial. Agora resta-me ficar no meu canto e sem palavras por um bocado grande.

Bom regresso e tudo de bom para ti, colega.

publicado por Terceirense às 12:35
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Bem vistas as coisas...

O Reitor do Santuário da freguesia da Serreta e Director do Jornal "A União" até tem razão:

"O que queremos é garantias de que a água nunca mais vai faltar nas nossas casas, que vão reabrir as escolas primárias que já fecharam em algumas freguesias, que vão tomar medidas para combater a desertificação de algumas das nossas comunidades rurais, que vão desatar os nós que constrangem a lavoura, que se vão rasgar os laços que não nos prendem a níveis de desenvolvimento muito baixos."

Parte da notícia on-line que tem o seguinte endereço: http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=14077

Eu acrescentaria: abolição de tanta papelada para se conseguir ter algo por conta própria; comparticipação no embelezamento das fachadas das casas de agregados familiares carenciados; mercearias ambulantes para quem não tem meios de ir às compras nas grandes superfícies comerciais e respectiva distribuição ao domicílio para quem é idoso ou vive só sem grandes recursos financeiros; e basta de beatas de cigarros espalhados por tudo o que é canto... (para esta situação não há solução assim repentina, penso).

Talvez na véspera das eleições houvesse alguém que embelezasse as casas que estão com falta de tinta por esse concelho fora. Acho que o Estado devia ajudar, pois é impossível a alguns agregados familiares conseguirem fazer essa obra em casas que estão mesmo debaixo do olhar do transeunte, do turista e do mundo real e também do virtual. Acho que surtia efeito uma campanha do género: "Casa prendada tem de estar pintada e nós ajudamos!" - Quem decretar esta lei tem o meu voto garantido, já que política para mim é deveras desinteressante.

Ah, e já agora... Um duche garantido depois deste trabalho todo :-)

publicado por Terceirense às 13:28
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

As famílias da actualidade

Ou melhor, as famílias da forma que eu as vejo:

Lembro-me que, num passado não muito longínquo, e sobretudo nas zonas rurais, as famílias raramente se desmoronavam. As casas sim, desmoronavam com os tremores da natureza. Hoje, não desmoronam tanto com os tremores porque as cimentaram, mas as famílias, por sua vez, estão a desmoronar a torto e direito. Felizmente que já não se olha de esguelha para os descasados como outrora se via. O que me faz olhar de esguelha é a tristeza da primeira fase (sobretudo para um dos conjuges), para a decadência da vida, para as fases do divórcio (regulação do poder paternal, o assinar do divórcio propriamente dito e as partilhas).

Há famílias que levam vidas nestas fases e nunca mais se livram delas, por muitos papeis que assinem e por muitos "acordos" que criem, porque há os filhos. Os filhos são o que liga definitivamente um casal, mesmo que em separado. Os filhos nunca deixarão de ter pai e mãe. Os pais é que podem "arrecadar novos filhos" que não o são, de verdade.

Por vezes, os "novos filhos" são mais estimados que os próprios do casal que acaba de separar, pois a convivência vai ficando tabelada. É mesmo assim. Tudo vai sendo um novo regime de vida. Tudo vai ganhando novos contornos nesta sociedade actual.

Penso, no entanto, que a parte civil se vai moldando pela medida nova mas a parte clerical sofre grandes desmoronamentos com isto tudo. Realmente é confuso e vai contra as Leis de Deus, mas se o clero não tolerar algumas ocorrências novas acabará por se ver sozinho. E Deus não quer as pessoas sós, tristes, amarguradas e em guerra permanente. Há que criar as condições para que as "novas famílias" tenham alegria e integrem a vida religiosa.

A mulher trabalha, o homem trabalha, todos trabalhamos. As tentações surgem porque não há tempo para o diálogo familiar. Deixa-se de conhecer o ser que nos promete fidelidade até à morte. Tanto a mulher como o homem tem um leque variado de tentações fora de casa e, por vezes, não resistem nem pensam no "acordo" que fizeram. A própria Igreja é que servirá de conforto aos separados porque vai acalmar a depressão pós-separação. Ela existe quer queiram quer não. Por vezes até parece que não mas vê-se essa tal depressão pela ostentação de escapes, tanto do homem como da mulher... Muito havia a escrever sobre este tema mas cada um que faça a sua própria análise e veja o que pode fazer para tolerar as separações actuais.

publicado por Terceirense às 17:22
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Domingo, 31 de Agosto de 2008

Dia do Blog - Blog Day 31 Agosto 2008

Blog Day 2008

 

 

Feliz Dia do Blog
Blog Day 2008

publicado por Terceirense às 19:32
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