Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

As famílias da actualidade

Ou melhor, as famílias da forma que eu as vejo:

Lembro-me que, num passado não muito longínquo, e sobretudo nas zonas rurais, as famílias raramente se desmoronavam. As casas sim, desmoronavam com os tremores da natureza. Hoje, não desmoronam tanto com os tremores porque as cimentaram, mas as famílias, por sua vez, estão a desmoronar a torto e direito. Felizmente que já não se olha de esguelha para os descasados como outrora se via. O que me faz olhar de esguelha é a tristeza da primeira fase (sobretudo para um dos conjuges), para a decadência da vida, para as fases do divórcio (regulação do poder paternal, o assinar do divórcio propriamente dito e as partilhas).

Há famílias que levam vidas nestas fases e nunca mais se livram delas, por muitos papeis que assinem e por muitos "acordos" que criem, porque há os filhos. Os filhos são o que liga definitivamente um casal, mesmo que em separado. Os filhos nunca deixarão de ter pai e mãe. Os pais é que podem "arrecadar novos filhos" que não o são, de verdade.

Por vezes, os "novos filhos" são mais estimados que os próprios do casal que acaba de separar, pois a convivência vai ficando tabelada. É mesmo assim. Tudo vai sendo um novo regime de vida. Tudo vai ganhando novos contornos nesta sociedade actual.

Penso, no entanto, que a parte civil se vai moldando pela medida nova mas a parte clerical sofre grandes desmoronamentos com isto tudo. Realmente é confuso e vai contra as Leis de Deus, mas se o clero não tolerar algumas ocorrências novas acabará por se ver sozinho. E Deus não quer as pessoas sós, tristes, amarguradas e em guerra permanente. Há que criar as condições para que as "novas famílias" tenham alegria e integrem a vida religiosa.

A mulher trabalha, o homem trabalha, todos trabalhamos. As tentações surgem porque não há tempo para o diálogo familiar. Deixa-se de conhecer o ser que nos promete fidelidade até à morte. Tanto a mulher como o homem tem um leque variado de tentações fora de casa e, por vezes, não resistem nem pensam no "acordo" que fizeram. A própria Igreja é que servirá de conforto aos separados porque vai acalmar a depressão pós-separação. Ela existe quer queiram quer não. Por vezes até parece que não mas vê-se essa tal depressão pela ostentação de escapes, tanto do homem como da mulher... Muito havia a escrever sobre este tema mas cada um que faça a sua própria análise e veja o que pode fazer para tolerar as separações actuais.

publicado por Terceirense às 17:22
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